quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Sociologia


PRIMEIRA SÉRIE, SEGUNDO SEMESTRE- 2011. PRIMEIRA AULA.

SOCIOLOGIA E SOCIEDADE. Pouso Alegre, 2 (terça-feira) ou 5 (sexta feira) de agosto de 2011. Prof.º António Vasconcelos.

I – O Surgimento da Sociologia
A Sociologia é fruto de transformações profundas, ocorridas na Europa, que demonstraram a necessidade de se perceber a sociedade como algo que pudesse ser investigado e compreendido cientificamente.
Pode-se dizer que a Sociologia nasceu no século XIX e se transformou em uma ciência no século XX. Percebe-se, na evolução do pensamento humano, que, desde a antiquidade, houve pesadores e filósofos sociais que se procupavam, refletiram e escreveram sobre a sociedade. Porém, não se podem afirmar que fizeram sociologia, uma vez que se restringiram a criticar ou descrever sociedades ideais e não pensar ou estudar a sociedade como ela é.
Platão – em sua Obra “A República”, imagina uma sociedade ideal, governada pelos sábios filósofos e defendida por guerreiros.
Aristóteles – formulou a idéia que o homem é um ser social por natureza em seu livro “Política”  
Santo Agostinho – em “A cidade de Deus” descreve uma sociedade ideal, voltada para o bem comum.
Tomás Campanella “A cidade do Sol”; Thomas Morus “A Utopia”; Francis Bacon “Nova Atlântida”; Erasmo de Rotterdam “O elogia da loucura”; Maquiavel “O príncipe”; - São autores que, no período do Renascimento, criticaram a sociedade ou descreveram sociedades ideais.
Thomas Hobbes e Jean-Jacques Rousseau – explicavam a origem da sociedade civil por um contrato social que os homens teriam feito entre si.
Os fatores históricos que favoreceram o surgimento da Sociologia foram a Independência dos Estados Unidos (1776) e Revolução Francesa (1789), por terem causado inúmeras transformações, como o aparecimento de novas classes sociais, elevação de algumas e queda de outras. Há, ainda, fatores intelectuais, como a ampliação das idéias e a rança de que saber significa poder.
Esse conjunto de condições propiciou a criação de uma filosofia social que, posteriormente, se transformaria em Sociologia. 

Atividade: (escrever as perguntas e respostas no caderno. Será dado o visto na próxima aula). Serão escolhias para nossa prova.
1.      Como surgiu a sociologia?
2.      Qual a função da Sociologia?
3.      Escreva o nome da cada autor e sua obra.
4.      Qual o primeiro nome da sociologia?
5.      O que cada obra descreve?
Lei de Diretrizes de Bases da Educação NacionalLei nº 9394 de 20/12/1996. Inciso IV, art. 36. “Serão incluídas a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias em todas as Séries do Ensino Médio”. (incluído pela lei nº 11.684, de 2008).









PRIMEIRA SÉRIE, SEGUNDO SEMESTRE- 2011: SEGUNDA AULA

SOCIOLOGIA E SOCIEDADE. Pouso Alegre, 9 (terça feira) ou 12 (sexta feita) de agosto. . Prof.º António Vasconcelos.

II - A Revolução Industrial e o Surgimento das Ciências Sociais

 
A Revolução Industrial algo mais do que a introdução da máquina a vapor e dos sucessivos aperfeiçoamentos dos métodos produtivos. Ela representou o triunfo da indústria capitalista capitaneada pelo empresariado capitalista que foi, pouco a pouco, concentrando as máquinas, as terras e as ferramentas sob seu controle, convertendo grandes massas humanas em trabalhadores, fazendo surgir uma nova classe social: o proletariado.
No final do século XVIII, na maioria dos países europeus, o poder é conquistado pela burguesia comercial. Além de outras grandes transformações, a maquinofatura se completava com o trabalho assalariado, inclusive de mulheres e crianças.
A consolidação do sistema capitalista na Europa forneceu elementos que serviram de base para o surgimento da Sociologia.
Num período de oitenta anos, ou seja, de 1780ª 1860. A Revolução Industrial ganha força na Inglaterra, culminando numa urbanização crescente, desencadeada pela migração maciça do campo para a cidade, o que redundou na criação de cidades enormes, como Manchester, que passou de setenta para trezentos mil habitantes, num prazo de apenas cinqüenta anos.
As conseqüências desse fato foram trágicas: aumento da prostituição, do alcoolismo, do infanticídio, da criminalidade, da violência e do surto de epidemias de tifo e cólera.
Diante de tudo isso a sociedade passou a ser vista como um “problema” que deveria ser estudado, investigado e compreendido.
“O surgimento da Sociologia ocorreu não somente numa era científica, mas também numa época em que a industrialização e urbanização estavam transformando as próprias bases da sociedade. Alguns dos principais sociólogos viram a industrialização do mesmo modo como viram a ciência: um meio pelo qual os problemas que assolavam a humanidade seriam eliminados. Pobreza, doença, fome, até a guerra seriam extintos” (CHARON, 2001, p. 14, Sociologia)

Atividade: (escrever as perguntas e respostas no caderno. Será dado o visto na próxima aula). Serão escolhias para nossa prova.
1.      Qual a relação da Revolução Industrial e a nova classe social “proletariado”?
2.      Quem eram as massas humanas?
3.      Quais as conseqüências da industrialização, do capitalismo?
4.      Quais as relações entre industrialização, urbanização e o surgimento da sociologia?
5.      Como a sociedade por ser “problema” necessita de que?  Que faz a Sociologia?

Lei de Diretrizes de Bases da Educação NacionalLei nº 9394 de 20/12/1996. Inciso IV, art. 36. “Serão incluídas a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias em todas as Séries do Ensino Médio”. (incluído pela lei nº 11.684, de 2008)






 
PRIMEIRA SÉRIE, SEGUNDO SEMESTRE – 2011, TERCEIRA AULA

SOCIOLOGIA E SOCIEDADE. Pouso Alegre, 16 (terça feira) e 19 (sexta feira) de agosto. . Prof.º António Vasconcelos.

 III – Emigração, Imigração ou Migração


Esses temas possuem uma ligação entre si, pertencem a um mesmo âmbito semântico, mas têm significados diferentes!
De acordo com o Dicionário Aurélio, migração é: 1. Passagem dum País para outro (falando de um povo ou de grande multidão); 2. Viagens periódicas ou irregulares feitas por certas espécies de animais. Assim, é migrante a pessoa ou grupo que em determinado tempo teve a ação de se deslocar de um país para outro.   No entanto, esse deslocamento sempre parte de uma região conhecida para outra estranha a esta. Dizemos que alguém emigrou quando saiu do país em que residia para se fixar, morar em outro.  Entretanto, a partir do momento em que esse alguém entrou no país estranho, este é um imigrante.
Observe os exemplos: a) Durante um tempo, os europeus emigraram para o Brasil. (saíram de onde estavam: Europa); b) Os imigrantes, vindo da Europa, vieram trabalhar no Brasil. (os que entraram no Brasil); c) A emigração feita por navio (saíram do país de origem); d) Os imigrantes chegaram em navios (os que entravam em determinado país para morar nele); d) a corte portuguesa imigrou para o Brasil para fugir de Napoleão (entrou no Brasil e fixou residência). 
Migração. Denomina-se migração todos os movimentos de pessoas de um país a outro, ou dum lugar geográfico a outro dentro do mesmo país, com mudança de residência. No primeiro caso trata-se de migração internacional e, no segundo, de migração interna. Chama-se emigração o movimento de saída de pessoas de uma determinada área geográfica, seja dum país a outro ou dentro das divisões administrativas duma nação, e imigração o movimento de chegada para a mesma. O saldo migratório representa a diferença entre o número de entradas e de saídas. Denomina-se emigrante a pessoa que sai duma área geográfica específica e imigrante a pessoa que chega à mesma. Um mesmo indivíduo é emigrante se considerando com referência ao lugar de saída e imigrante do ponto de vista do lugar de chegada.
O fenômeno migratório é medido pelo senso através de quatro perguntas: lugar de residência atual; lugar de nascimento; lugar de residência antes da data do senso e lugar de residência quando acabou ou durante qualquer acontecimento de relevância social, como a guerra, a seca, a enchente etc.   

Atividade: (escrever as perguntas e respostas no caderno. Será dado o visto na próxima aula). Serão escolhias para nossa prova.
1.      Que é emigração?
2.      Que é imigração?
3.      Descreva dois exemplos de emigração e imigração.
4.      Escreva um poema de três versos sobre imigração e emigração
5.      Que é migração? E como é medido o fenômeno migratório?
Seu Cristo é judeu. Sua escrita é latina. Seus números são arábicos. Sua democracia é grega. Seu som é japonês. Sua bota é coreana. Seu DVD é de Hong Kong. Sua camiseta é da Tailândia. Seus melhores jogadores são do Brasil. Seu relógio é suíço. Sua pizza é italiana. E você ainda vê o trabalhador imigrante como um depreciável estrangeiro? 




PRIMEIRA SÉRIE, SEGUNDO SEMESTRE- 2011: QUARTA AULA.

SOCIOLOGIA E SOCIEDADE. Pouso Alegre, 23 (terça-feira) ou 26 (sexta feira) de agosto de 2011. . Prof.º António Vasconcelos.

IV – A Relação indivíduo e Sociedade


O relacionamento entre indivíduo e sociedade se faz presente em todas as reflexões no âmbito da Sociologia. Há, em todo momento da construção do pensamento sociológico, uma busca pela explicação da inter-relação entre as ações individuais, da aceitação coletiva das regras sociais e da definição de grupos sociais através da pratica coletiva. A Sociologia sempre trata um indivíduo como um produto do social. “O homem é fruto do meio social”, já dizia Rousseau. O próprio conceito de individualidade só é construindo efetivamente com o advento do capitalismo.
Na sociedade capitalista, a existência de um mercado, no qual os proprietários individuais vendem suas mercadorias, criam condições para que se pense a sociedade apenas como conjunto de interesses individuais dos agentes privados. Daí que a teoria econômica consolidará seus modelos, buscando-se principalmente nas ações individuais. Ao colocar contrária a esse individualismo, a Sociologia estuda a ação coletiva e social. O homem passa a ser visto a partir de sua inserção na sociedade e nos grupos sociais que a constituem. Estuda-se, então, o conjunto de relacionamentos que os homens estabelecem entre si na vida em sociedade: relações de conflito, cooperação, interdependência, etc.
“A sociedade existe antes de nosso nascimento e continua a existir depois de nossa morte”. (CHARON, 2001, p. 27, Sociologia).
            Ao nascer, o individuo encontra um conjunto de regras de conduta legais ou morais que se impõem, muito embora possua (o indivíduo) seus próprios modos de se comportar e de interpretar a vida, naquilo que Émile Durkheim chamou de consciência individual.
Já a consciência coletiva é o conjunto das crenças e dos sentimentos comuns à média dos membros de uma sociedade, formando um sistema determinado com vida própria. Devendo-se destacar o fato de que esse sistema interfere na formação de uma consciência individual que, por sua vez, reflete nos modos de agir coletivos. (PONTES, 1993. Durkheim: Uma analise dos fundamentos simbólicos da vida social e dos fundamentos sociais do simbolismo).
Exemplos: 1. Escultura “O pensador” de Rodin. É uma manifestação de arte simboliza a consciência individual. 2. A famosa obra de arte de Eugéne Delacroix (1830), intitulada “La Libertad guiando el pueblo”  [A liberdade guiando o povo] retrata um momento histórico de manifestação da consciência coletiva de um povo.  

Atividade: (escrever as perguntas e respostas no caderno. Será dado o visto na próxima aula). Serão escolhias para nossa prova.
1.      Quais as relações entre individualismo, indivíduo com o capitalismo?
2.      Como a Sociologia vê o indivíduo?
3.      Que é a Consciência individual para Durkheim?
4.      Que é a Consciência coletiva para Durkheim?
5.      Elabore um poema ou um texto baseado nas obras de arte “O Pensador” e “A liberdade guiando o povo”.  Se preferir comente o Discurso de Martin Luther King “I have a dream” [Eu tenho um sonho]. Veja Antologia de Textos educacionais, n.º 61.
Lei de Diretrizes de Bases da Educação NacionalLei nº 9394 de 20/12/1996. Inciso IV, art. 36. “Serão incluídas a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias em todas as Séries do Ensino Médio”. (incluído pela lei nº 11.684, de 2008)






PRIMEIRA SÉRIE SEGUNDO SEMESTRE- 2011: QUINTA AULA

SOCIOLOGIA E SOCIEDADE. Pouso Alegre, 30 (terça-feira) de agosto ou 2 (sexta feira) de Setembro. . Prof.º António Vasconcelos.

V - O Homem é um ser social


O homem como ser social é atormentado por vezes que lhe são introjetadas desde a mais tenra infância. Conforme a Teoria da personalidade de Sigmund Freud         que identifica o id, o ego e o superego, concluímos que o homem vive em seu conflito interno, e mesmo com seus mecanismos de defesa não é totalmente capaz de conseguir total êxito nas relações sociais, embora coerções, aprenda paulatinamente a lidar com frustrações de toda ordem.
Ele está subordinado a imposições sociais, controles, coerções, instrumentos mantenedores da ordem, aparelhos de reprodução sociais, é um dependente da vida em sociedade e está condicionado a um sistema que se interliga e funciona em conjunto. O ser social sempre está subordinado a um sistema de regras culturais que geralmente o impedem de agir e pensar por conta própria.
A liberdade parece ser um conceito relativo e pode também ser considerada uma utopia. Como por exemplo, alguém que não gosta de um horário fixo de trabalho e se sente preso a ele, o obedece por considerar que está condição de horário é compensada por uma condição de liberdade financeira, portanto em sociedade vivemos muitas situações paradoxas e de dualismo.
O controle do pensamento é uma condição imposta na maioria das culturas através dos tempos. Em uma determinada época, ouso da guilhotina e da força, por exemplo, corroborava com a idéia de que não se devia pensar ou ter senso crítico. É claro que atualmente este modelo é ultrapassado, e sabemos que chega-se facilmente a este objetivo com  a supressão do pensamento pelos meios de comunicação. O homem alienado (vendido), trancado em um mundo de ideais falsas e pré-fabricadas, privado de penar, criticar e observar a sua realidade, é como um daqueles homens presos na Caverna que Platão descreveu no seu “Mito da Caverna”, que não têm a luz necessária para fugir das trevas e da ignorância.

Atividade: (escrever as perguntas e respostas no caderno. Será dado o visto na próxima aula). Serão escolhias para nossa prova.
1.      Como Freud divide a personalidade humana?
2.      Por que o homem vive em conflito com o social?
3.      Quais as influências dos meios de comunicação no individuo jovem?
4.      Que é o homem alienado?
5.      Como vivem os homens do Mito da Caverna de Platão? Leia Antologia de textos educacionais, nº 5.

Lei de Diretrizes de Bases da Educação NacionalLei nº 9394 de 20/12/1996. Inciso IV, art. 36. “Serão incluídas a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias em todas as Séries do Ensino Médio”. (incluído pela lei nº 11.684, de 2008)






PRIMEIRA SÉRIE, SEGUNDO SEMESTRE- 2011, SEXTA AULA

SOCIOLOGIA E SOCIEDADE. Pouso Alegre, 6 (terça-feira) ou 9 (sexta feira) de Setembro. . Prof.º António Vasconcelos.

VI - O homem é por natureza um animal social


1.      O macaco é um animal demasiado simpático para que o homem descenda dele. (Friedrich Nietzsche).
2.       A natureza faz o homem feliz e bom, mas a sociedade corrompe-o tornando-o miserável. (Jean Jacques Rousseau).
3.      Não é a consciência do homem que lhe determina o ser, mas, o contrário, o seu ser social que lhe determina a consciência. (Karl Marx).
4.      O homem é definido como um ser que evolui como o animal imaturo por excelência. (Friedrich Nietzsche).
5.       O homem é um animal racional que perde sempre a cabeça quando é chamado a agir pelos ditames da razão. (Oscar Wilde).
6.      É mais fácil mudar a natureza do plutônio do que mudar a natureza do homem. (Albert Einstein);
7.      O homem é uma corda esticada entre o animal e o super-homem, uma corda por cima do abismo ((Friedrich Nietzsche).
8.       Antes de ser um homem da sociedade, sou-o da natureza. (Marquês de Sade).
9.      O homem é um animal que adora tanto as novidades que se o rádio fosse inventado depois da televisão haveria uma correria a esse maravilhoso aparelho completamente sem imagem (Millôr Fernandes).
10.   O homem é o único animal que pode permanecer, em termos amigáveis, ao lado das vítimas que pretende engolir, entes de engoli-las. (Samuel Butler);
11.   Se todo animal inspira ternura, o que houve, então com os homens? (Guimarães Rosa).
12.   Se uma planta não consegue viver de acordo com sua natureza, ela morre, assim também o homem. (Henry David Thoreau);
13.   Nunca o homem inventará nada mais simples nem mais belo do que uma manifestação da natureza.
14.   Dada a causa, a natureza produz o efeito no mais breve em que pode ser produzido. (Leonardo da Vinci).
15.   O homem é o único animal que precisa de trabalhar (Immanuel Kant);
16.   Nenhum homem recebeu da natureza o direito de mandar-nos outros (Denis Diderot);
17.    O que o homem na natureza? Um nada em relação ao infinito, um tudo em relação ao nada, um ponto a meio entre nada e tudo. Ele é um caniço agitado pelo vento. (Blaise Pascal);
18.    O homem é o único animal que ri e chora, porque é o único que se impressiona com a diferença que há entre o que é e o que devia ser. (William Hazlitt);
19.   Como se pode dizer que o homem é um animal racional! Ele é tudo o que se queira salvo racional (Oscar Wilde). 
Atividade: (escrever as perguntas e respostas no caderno. Será dado o visto na próxima aula). Serão escolhias para nossa prova.
1.      Quais as características do ser humano. Cite o autor e as características:
2.      Para você quem é o ser humano?
3.      Ele é racional, porque existe a guerra e muitas atrocidades com sua espécie?
4.      Cite três características positivas e três características negativas da Internet?
5.        Quais as diferenças entre o animal racional e o irracional?



 



 
PRIMEIRA SÉRIE SEGUNDO SEMESTRE- 2011, SÉTIMA AULA

SOCIOLOGIA E SOCIEDADE. Pouso Alegre, 12 (terça-feira) ou 16 (sexta feira) de Setembro. . Prof.º António Vasconcelos.

VII – A Sociologia e o cotidiano e introdução a Sociologia como Ciência e as correntes teóricas. 

I – A Sociologia e o cotidiano.
A Sociologia se interessa basicamente por situações cujas causas não se encontram na natureza ou na vontade individual, mas na sociedade, nos grupos sociais ou nas ações sociais que as condicionam. É tentado explicar essas situações que a Sociologia coloca como básico o relacionamento entre indivíduo e sociedade.
Durante todo o tempo, os problemas vividos pelo homem em sociedade são objetos de estudo da Sociologia. É evidente que todo homem possui conhecimentos práticos sobre como agir, participar de grupos, ou seja, há um conhecimento do senso comum sobre as relações na sociedade. A grande contribuição da Sociologia é propiciar condições para que esse conhecimento do senso comum seja substituído pelo conhecimento científico sobre a realidade social, que as teorias e os conceitos sejam construídos a partir da investigação e não de opiniões infundadas (OLIVEIRA, 2002, Introdução à Sociologia).

II – A Sociologia como ciência e as principais correntes teóricas    
A primeira corrente teórica sistematizada de pensamento sociológico foi o positivismo, a primeira a definir precisamente o objeto, a estabelecer conceitos e uma metodologia de investigação. Embora Comte seja considerado o pai da Sociologia e tenha esse nome, Durkheim é apontado como um de seus primeiros grandes teóricos. Ele e seus colaboradores se esforçaram por emancipar a Sociologia das demais teorias sobre a sociedade e construí-la como disciplina rigorosamente científica, definindo com precisão o objeto, o método e as aplicações dessa nova ciência. 
Enquanto para Émile Durkheim a ênfase da análise recai na sociedade, para o sociólogo alemão, Max Weber (1864-1920), a análise deve centra-se nos atores e suas ações. Por isso, ele define como objeto da Sociologia a ação social.
O pensador alemão Karl Marx também contribuiu para essa discussão da relação entre indivíduo e sociedade. Diferentemente de Émile Durkheim e Max Weber, Marx considera que não se pode pensar relação indivíduo-sociedade separadamente das condições materiais em que essas relações se apóiam.
A exposição rápida dos conceitos desses autores deixa claro que eles tentavam compreender a sociedade de sua época. De alguma maneira, todos estavam interessados em pensar a relação indivíduo e sociedade no mundo moderno.        

Atividade: (escrever as perguntas e respostas no caderno. Será dado o visto na próxima aula). Serão escolhias para nossa prova.
1.      O que interessa a Sociologia?
2.      Quais sãos o (s) objeto (s) da sociologia?
3.      Que é o conhecimento do senso comum?
4.      Que é o conhecimento científico?
5.      Que trata cada teórico da Sociologia?







PRIMEIRA SÉRIE SEGUNDO SEMESTRE- 2011, OITAVA AULA

SOCIOLOGIA E SOCIEDADE. Pouso Alegre, 2O (terça-feira) ou 23 (sexta feira) de Setembro. . Prof.º António Vasconcelos.

VIII – Saint-Simon (1760-1825) e a nova ciência dos fenômenos sociais. 


Claude-Henrin de Rouvroy – Conde de Saint-Simon -, apesar de pertencer a nobreza, avaliava que o Antigo Regime (Monarquia) estava corrompido e não podia durar mais.  Durante a Revolução Francesa, renunciou ao título de conde e adotou o nome plebeu Claude Henri Bonhormme.  Saint-Simon via a História como uma sucessão de épocas críticas (momentos de crise) e épocas orgânicas (assentadas em crença, e valores estabelecidos). Defendia que o apogeu de um sistema coincidia com o inicio de sua decadência e apontava três épocas orgânicas na História ocidental: A Antiguidade Greco-romana, seguida pela critica das invasões bárbaras; a Idade Média, seguida pela época critica do Renascimento até a Revolução Francesa, e era Industrial, que já se podia vislumbrar.
Ele decretava a existência de duas grandes classes em sua época e na sociedade francesa em particular: a dos ociosos composta pela realeza, a aristocracia e clero, os militares e a burocracia que administrava a estrutura dos que nada produziam e os dos produtores ou industriais composta por cientistas, engenheiros, médicos, banqueiros, comerciantes, industriais, artesões, lavradores, trabalhadores braçais, enfim, todos os cidadãos uteis para o desenvolvimento da França.
Para que a sociedade pós-revolucionária na França se firmasse seria necessário que a ciência tomasse o lugar da autoridade da Igreja, formando-se assim uma nova elite agora cientifica. A ciência deveria substituir a religião como força de coesão. Os cientistas substituiriam os clérigos e os industriais, os senhores feudais. A aliança dos cientistas com os industriais conformaria a nova classe dirigente. Mas deveriam estar na direção apenas os mais capazes em cada campo. E seriam chamados por saber mais da sociedade: os cientistas porque a estudavam e os industriais porque, pela prática, sabiam o que funcionava melhor.
Desde 1803 Saint-Simon escreveu uma série de livros em que professava sua confiança no futuro da ciência e buscava uma lei que guiasse a investigação dos fenômenos sociais, tal como a lei gravidacional de Newton em relação aos fenômenos naturais. A nova ciência teria como principal tarefa descobrir as leis do desenvolvimento social, pois elas poderiam indicar para a sociedade caminho do progresso continuado. Entre seus escritos, destacam-se: Reorganização da sociedade européia (com Augustin Thierry, 1814). A industrialização ou discussões políticas, morais e filosóficas no interesses de todos os homens livres e trabalhadores úteis e independentes (1816-1817). O organizador (1819). O sistema industrial (1821-1823). O catecismo dos industriais (1822-1824). E Novo Cristianismo (1824).         

Atividade: (escrever as perguntas e respostas no caderno. Será dado o visto na próxima aula). Serão escolhias para nossa prova.
1.      Como Saint-Simon via a História?
2.      Quais as três épocas orgânicas na História Ocidental?
3.      Cite as duas grandes classes e seus componentes?
4.      Quais as tarefas da ciência?
5.      Cite os livros de Saint-Simon que mais destacaram?
Lei de Diretrizes de Bases da Educação NacionalLei nº 9394 de 20/12/1996. Inciso IV, art. 36. “Serão incluídas a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias em todas as Séries do Ensino Médio”. (incluído pela lei nº 11.684, de 2008).





PRIMEIRA SÉRIE SEGUNDO SEMESTRE- 2011, NONA AULA.

SOCIOLOGIA E SOCIEDADE. Pouso Alegre, 27 (terça-feira) ou 30 (sexta feira) de Setembro. . Prof.º António Vasconcelos.

IX – Augusto Comte (1798-1857) e o positivismo

A obra de Augusto Comte está permeada pelos acontecimentos que marcaram a França pós-revolucionária. Ele defendeu em parte o espírito de 1789 e criticou a restauração da monarquia, preocupando-se fundamentalmente em como organizar a nova sociedade, que, no seu entender, estava em ebulição e em total caos.  Para Comte, a desordem e a anarquia imperavam por causa da confusão de princípios (teológicos e metafísicos) que não podiam mais se adequar à sociedade industrial em expansão. Era, portanto, necessário superar esse estado de coisas, usando a razão como fundamento da nova sociedade industrial. Comte, assim, propôs uma completa mudança da sociedade, mediante uma reforma intelectual plena do ser humano. A filosofia positiva.
O positivismo, criado por Comte, é a primeira corrente teórica sistematizada do pensamento sociológico que procura definir a especificidade do estudo cientifico da sociedade e estabeleceu um espaço próprio para essa ciência.  Ele tem suas raízes no cientificismo, isto é, na crença do poder exclusivo e absoluto da razão humana em conhecer a realidade e traduzi-la sob a forma de leis naturais que seriam a base da regulamentação da vida do homem, a natureza como um todo e do próprio universo.   
            O positivismo pretendia não só substituir as explicações teológicas, filosóficas e de senso comum, mas ainda demonstrar que a sociedade é um organismo construído de partes integradas e coesas que funcionam harmoniosamente, segundo um modelo físico ou mecânico – organicista.  A filosofia positiva//positivismo//sociologia //física positiva é o conjunto de postulados científicos para modificar, por meios dos novos métodos das ciências a forma de pensamento das pessoas. Consequentemente, havia uma reforma das instituições. A Sociologia ao estudar a sociedade pela analise de seus processos e estruturas, propicia uma reforma pratica das instituições.  A Sociologia é o coroamento da evolução do pensamento.  Para Comte, havia uma progressão entre as sete grandes ciências: Matemática, Astronomia, Física, Química, Biologia, Moral e Sociologia. Sendo a Sociologia e a Biologia as mais complexas e concretas. 
A Função da Sociologia, como as ciências naturais, é sempre procurar a reconciliação entre os aspectos estáticos e os dinâmicos do mundo ou, na sociedade humana, entre a ordem e o progresso, de modo que este deveria estar subordinada àquela. Ou seja, o progresso deveria ser o alvo a se atingir, mas sempre sob o manto da ordem, para que não ocorressem distúrbios e abalos nos sistema.     A ciência deve ser um instrumento para a análise da sociedade a fim de torná-la melhor. O lema era: “conhece para prever, prever para prover”, ou seja, o conhecimento deve existir para fazer previsões e também para dar a solução dos possíveis problemas.  Entre as principais obras destacamos: Sistema de política positiva (1824). Curso de filosofia positiva (1830-1842). Discurso sobre o espírito positivo (1844). Catecismo positivista (1852).

Atividade: (escrever as perguntas e respostas no caderno. Será dado o visto na próxima aula). Serão escolhias para nossa prova.
1.      Que os dois princípios fizerem com a sociedade?
2.      Que é o positivismo//sociologia positiva? 5. Que relação há entre ordem e progresso?
3.      Quais as raízes da física positiva? 4.1.  Relacione “ordem e progresso”: lema da nossa Bandeira.
4.      Que significa “conhece para prever, prever para prover”.
5.      Qual a função da Sociologia?







PRIMEIRA SÉRIE SEGUNDO SEMESTRE- 2011, DÉCIMA AULA

SOCIOLOGIA E SOCIEDADE. Pouso Alegre, 3 (terça-feira) ou 7 (sexta feira) de Outubro. . Prof.º António Vasconcelos.

X – Émile Durkheim (1859-1917) e os fatos sociais

 
Comte deu o nome de Sociologia a essa ciência, mas foi Durkheim quem emancipou a Sociologia das Ciências Sociais e lhe deu o status de disciplina científica.
“As regras do método sociológico” publicada em 1895, é a obra que contém com clareza o tipo de acontecimento sobre o qual a Sociologia deve ser debruçar: O fato social.
Para Durkheim, são três as características que distinguem os fatores sociais:
·         Coerção: força que os fatos exercem sobre os indivíduos;
·         Exterioridade: os fatos sociais existem a atuam sobre os indivíduos, independentemente de sua vontade ou de sua adesão consciente, ou seja, eles são exteriores aos indivíduos;
·         Generalidade: é social todo fato que se repete em todos os indivíduos ou pelo menos na maioria deles.
Para Durkheim, uma vez identificados os fatos sociais, o cientista deve agir com objetividade, analisando-os como “coisa”, e não só explicar, a partir deles, a sociedade, mas também encontrar remédios para a vida social, pois a sociedade, como todo organismo, apresenta estados normais e patológicos, isto é, saudáveis e doentios.

Solidariedade mecânica, para Durkheim, era aquela que predominava nas sociedades pré-capitalistas, nas quais os indivíduos se identificavam por meio da família, da religião, da tradição e dos costumes, permanecendo, em geral, independentes e autônomos em relação à divisão do trabalho social. A consciência coletiva exerce aqui todo seu poder de coerção sobre os indivíduos.

Solidariedade orgânica é aquela típica das sociedades capitalistas, em que, pela acelerada divisão do trabalho social, os indivíduos se tornaram interdependência garante a união social em lugar dos costumes, das tradições ou das relações sociais estreitas. Nas sociedades capitalistas, a consciência coletiva se afrouxa. Assim, ao mesmo tempo, que os indivíduos são mutuamente dependentes, cada qual se capitaliza numa atividade e tende a desenvolver maior autonomia pessoal. (SCURO, Pedro, 2004. Sociologia ativa e didática).

Suas principais obras foram: A divisão do trabalho social. As regras do método sociológico. O suicídio. Formas elementares da vida religiosa. Educação e Sociologia. Educação e Sociologia. Sociologia e Filosofia. Lições de Sociologia [obra póstuma]. (DURKHEIM, Émile. Coleção os Pensadores, 1996).   

Atividade: (escrever as perguntas e respostas no caderno. Será dado o visto na próxima aula). Serão escolhias para nossa prova.
1.      Quais as características que distinguem os fatores sociais, conceitue cada um?
2.      Após, identificados os fatos sociais quais os procedimentos dos cientistas?
3.      Quais as características de todo organismo?
4.      Quais as características das sociedades pré-capitalistas?
5.      Quais as características das sociedades capitalistas?









Nenhum comentário:

Postar um comentário